Desse modo
Entre minha imagem e preservação social e emocional, posso lhe negar todos os convites, e mesmo um “Bom dia”. No entanto, como mulher, como alguém que posso acreditar ser sentimental e preocupada com o próximo, eis que gostaria de lhe responder positivamente a todos os convites, superar, até mesmo, a minha timidez e lhe fazer tantos outros mais. Essa situação só me deixa incerta, insegura, ansiosa, instável, individualista, julgadora e até corrupta. Altero-me, assim, facilmente, intoxico-me e vendo facilmente para o futuro o que mais gostaria de estar fazendo agora: dando lhe um “abraço”, o qual só imagino onde e como seria (se agora, com hálito de bolacha, chocolate e chicletes de menta), pois sei que o mundo, ao mesmo tempo que insiste para sermos proativos, exige-nos que não sejamos loucos ou extrovertido de mais, porque isso pode ser ousadia demasiada, que, por fim, talvez nos custe muito caro. Desse modo, deveria buscar o equilíbrio, mas as minhas recusas só me levam a pesar ainda mais as circunstância do que agora me permito revelar por palavras; ao passo que poderia (preferiria) declarar pessoalmente, de corpo presente. Bastava eu ter esse tal do equilíbrio, certeza do que quero e não quero, estável, assim, sem nenhuma tensão e pressão de tudo e todos. Ah... Se fosse assim, tenha certeza que poderia facilmente insistir, não lhe deixaria pensativo, e se eu tivesse algo para desconfiar ou temer, passaria por cima, porque o que me bastaria é simplesmente um momento: livre para não pensar, só sentir...
...quantos silêncios.
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